Crise

Gleisi Hoffmann no Planalto evoca disputas e ambições de 2018

Convidada para assumir a articulação política, deputada foi cogitada para disputar a Presidência quando Lula estava preso, mas acabou preterida por Haddad

Gleisi Hoffmann no Planalto evoca disputas e ambições de 2018
 (./Reprodução)
Publicado em 09/03/2025 às 9:17

Apesar da cobiça do Centrão pelo cargo, o presidente Lula decidiu nomear para a Secretaria de Relações Institucionais, responsável pela articulação política do governo, a deputada federal Gleisi Hoffmann, comandante do PT. Criticada por supostamente representar uma guinada à esquerda, num momento em que a gestão deveria ampliar seu leque de alianças e reforçar o espaço de siglas de centro, a escolha tem como pano de fundo a relação de confiança estabelecida entre o mandatário e a parlamentar.

No auge da Lava-Jato, Gleisi liderou a campanha petista contra a prisão de Lula e a alegada perseguição judicial sofrida pelo partido. Politicamente, o trabalho foi tão bem feito que resultou na libertação do presidente, permitiu que ele concorresse em 2022 e ainda resultou na anulação de sentenças do então juiz Sergio Moro e no desmonte da operação de combate à corrupção. Diante de tais resultados, Gleisi foi convida para negociar alianças em nome de LULA na última eleição presidencial.

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Convocada para trabalhar no Palácio do Planalto, a deputada terá como prioridade justamente organizar a eventual candidatura à reeleição de Lula, com carta branca para negociar coligações.

Não será uma missão fácil, ainda mais com o derretimento de imagem do presidente, que fez aumentar a especulação de que ele pode desistir de tentar um novo mandato. Se isso ocorrer, não está claro que será o substituto do petista nas urnas.

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