Calor

Primavera começa com previsão de calor acima da média e risco de queimadas em MS

Cemtec aponta irregularidade nas chuvas e temperaturas elevadas neste trimestre

Primavera começa com previsão de calor acima da média e risco de queimadas em MS
Região urbana de Campo Grande, com fumaça de queimada distante (Foto: Osmar Veiga)
Publicado em 21/09/2025 às 20:59

A primavera começa oficialmente nesta segunda-feira (22), às 14h19, em Mato Grosso do Sul, com previsão de chuvas irregulares e temperaturas acima da média histórica para os próximos três meses. O prognóstico é do Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima), que analisou modelos climáticos internacionais.

RESUMO

A primavera inicia nesta segunda-feira em Mato Grosso do Sul com previsão de temperaturas acima da média e chuvas irregulares nos próximos três meses, segundo o Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima. Os volumes pluviométricos podem variar entre 400 e 500 milímetros até dezembro. O cenário climático, influenciado pela provável ocorrência do fenômeno La Niña, aumenta o risco de queimadas no estado. As altas temperaturas e períodos prolongados sem chuva podem favorecer incêndios em áreas urbanas e rurais, especialmente em regiões de pastagem e vegetação nativa.

De acordo com o estudo, a estação deve apresentar grande variação nas chuvas. Na maior parte do Estado, os volumes podem oscilar acima ou abaixo da média, que varia de 400 a 500 milímetros entre outubro e dezembro. Apenas na região sudeste, a tendência é de precipitações ligeiramente abaixo do esperado.

Já as temperaturas médias devem ficar ligeiramente mais altas que o normal, criando condições para períodos de calor intenso, principalmente quando houver ausência de nuvens e chuvas. Historicamente, outubro é o mês mais quente do ano em diversos municípios sul-mato-grossenses.

Outro fator que pode influenciar o clima é a La Niña, com 71% de probabilidade de ocorrência no trimestre. Embora seus efeitos sobre Mato Grosso do Sul sejam indiretos, o fenômeno tende a reforçar extremos climáticos, como estiagens mais prolongadas.

Créditos: Campo Grande News