Feminicídio
MS registra três feminicídios em menos de 20 dias: veja o que pode ser feito para evitar crime
Veja diferentes canais para quem procura quebrar esse ciclo, como as vítimas Karina Korin, Vanessa Ricarte e Juliana Dominguez tentaram.
Por Thais Libni, Débora Ricalde, g1 MS
19/02/2025 18h36 Atualizado há 58 minutos
Em menos de 20 dias, Mato Grosso do Sul já registrou três mortes por feminicídio. As mulheres, Karina Korin, Vanessa Ricarte e Juliana Dominguez, eram vítimas de um relacionamento conturbado e também de um ciclo de violência.
Diante do cenário e também sendo um dos estados com o maior índice de feminicídio e violência doméstica do Brasil, o g1 preparou um guia de meios de denúncia. Confira:
Ligue 180
Para apoiar as mulheres existe o serviço de utilidade pública ‘Ligue 180’, uma ferramenta essencial para o enfrentamento a essa violação dos direitos humanos.
- A central oferece um serviço especializado, onde as mulheres podem relatar casos de violência, obter orientações jurídicas e psicológicas, além de serem encaminhadas para serviços especializados na rede de atendimento.
- O serviço também atua como canal para denunciar violações dos direitos das mulheres, acompanhar o andamento das denúncias e prestar informações sobre legislações, como a Lei Maria da Penha.
Além da ligação telefônica o serviço também pode ser acessado por meio do aplicativo Direitos Humanos Brasil ou da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos (ONDH). O atendimento também está disponível pelo Telegram, basta procurar por “DireitosHumanosBrasil” para receber a assistência necessária.
Quais os horários de atendimento do Ligue 180?
- O Ligue 180 funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, inclusive aos sábados, domingos e feriados.
Isso garante que as mulheres em situação de emergência ou vulnerabilidade possam ser atendidas e orientadas a qualquer momento. As denúncias são gratuitas e anônimas.
Serviço fora do Brasil
- A central pode ser acessado de qualquer lugar do Brasil, e também de mais de 50 países ao redor do mundo.
- Mulheres que vivem no exterior podem entrar em contato com o serviço, basta seguir as instruções para ligar de fora do Brasil, com a opção de atendimento em português ou inglês.
Quem pode denunciar?
- Embora o serviço seja focado no apoio às mulheres, qualquer pessoa pode realizar uma denúncia em favor de uma mulher vítima de violência doméstica.
Amigos, familiares, vizinhos ou qualquer pessoa que perceba uma situação de abuso pode contribuir para salvar vidas, denunciar e oferecer a assistência necessária. Importante: o anonimato de quem denuncia é preservado.
Rede de Atendimento à Mulher
Outro local que a vítima pode buscar apoio é a Rede de Atendimento à Mulher, um conjunto de serviços especializados para mulheres em situação de violência. Dentre esses serviços, estão:
- Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs);
- Casas-Abrigo;
- Patrulhas Maria da Penha
- Juizados de Violência Doméstica.
Cada um desses órgãos oferece suporte, acolhimento e encaminhamentos necessários para garantir a proteção das mulheres e seus filhos.
Entenda
Violência doméstica
A violência doméstica e familiar contra a mulher é um tipo de violência que pode ser física, psicológica, sexual, patrimonial ou moral. A Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340 de 2006) define essas cinco formas de agressão, que variam desde a violência física direta, como socos e agressões físicas, até o abuso psicológico, que envolve manipulação e controle emocional, visando destruir a autoestima da mulher.
- Violência física: ações que lesam ou ofendem o corpo, como bater, empurrar, chutar, queimar;
- Violência psicológica: danos emocionais que visam controlar e manipular a mulher, como humilhações, chantagens, manipulação e perseguição;
- Violência sexual: forçar a mulher a realizar ou presenciar atos sexuais sem seu consentimento, por meio de coação, ameaça ou violência física;
- Violência patrimonial: controle sobre bens materiais da mulher, destruição de objetos ou bens pessoais e a retenção de seu dinheiro;
- Violência moral: ações que difamam a mulher, como calúnias, acusações falsas e difamação perante a sociedade.
Saiba o que é um ciclo da violência
O ciclo da violência é uma dinâmica comum em relações abusivas, podendo ser amoroso ou familiar. Ele é composto por três etapas:
- Fase da tensão: quando começam as ameaças, humilhações e os insultos, criando um clima de instabilidade e medo;
- Fase da agressão: o agressor explode em violência física ou psicológica;
- Fase da lua de mel: o agressor pede perdão, promete mudar, mas o ciclo de violência tende a se repetir, se tornando mais frequente e intenso.
Créditos; g1.coml.br
- Créditos: g1.com.br
